Terça-Feira, 29 de Julho de 2014

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Publicada em 04/04/2014 | Autor: QAP

Poucas palavras e muita visão: A matemática para cometer crimes e fugir da cadeia
Poucas palavras e muita visão: A matemática para cometer crimes e fugir da cadeia

O estuprador Leônio Barbosa de Arruda, preso em setembro de 2012 acusado de estuprar e matar a estudante Ana Alice Macedo Valentin, 16 anos, em Caturité, está nas ruas. Ele fugiu da Penitenciária Padrão de Campina Grande na noite dessa quinta-feira (03/março). De acordo com as primeiras informações, o detento teria pulado o muro do presídio.

O crime gerou muita repercussão à época, devido à frieza com que ele agiu para matar Alice. Segundo suas próprias confissões, o assassino enterrou o corpo da menina na fazenda onde ele trabalhava, com o objetivo de se livrar de qualquer suspeita. Com voz mansa e olhar gélido, Leônio contou todos os detalhes à polícia e à imprensa, quando foi preso.

Cercados por psicopatas

Somente a psiquiatria pode confirmar, mas práticas criminosas como as do preso foragido ontem são típicas de sujeitos psicopatas. O estupro, por si só, já pode apontar alto grau de psicopatia no ser humano, o que se agrava quando o abuso sexual é seguido de mortes fria e estrategicamente calculadas.

Suspeitos ou condenados por crime imperdoável na massa carcerária, detentos com esse histórico devem ficar totalmente separados dos demais encarcerados (a pena de morte nos presídios funciona!). Para isso, uma das ‘saídas’ é atribuir algum trabalho aos estupradores – limpeza, cozinha, capinagem, etc. –, deixando-os afastados dos seus sedentos algozes.

Afastados dos algozes e muito próximos dos funcionários do presídio. Isso os possibilita um estudo sutil e diário sobre cada movimento na penitenciária. O perfil de cada agente e a forma como cada plantão trabalha. A hora exata em que os portões se abrem, os guariteiros se reversam, as grades se fecham, as falhas se repetem uma, duas, três vezes...

Leônio era um deles. Mais ‘solto’ para realizar suas atividades diárias na cozinha da Penitenciária Padrão, o “estuprador de Queimadas”, como ficou conhecido, aproveitou uma dessas brechas e escapou dos longos anos a que certamente seria condenado, pelo estupro, morte e ocultação de cadáver.  

A frieza e habilidade matemática típicas dos psicopatas não se resumem à execução de seus crimes. Quando presos, economizam na fala, mas abusam dos olhos para registrar o campo de visão ao seu redor. E no momento mais oportuno, ganham a liberdade antes que a lei o conceda. 




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