É como se fosse um barzinho. O sujeito chega, pede a quantidade que quer e vai para um cômodo do estabelecimento. As regras determinam que ela consuma apenas a droga da casa. E o cliente só pode entrar com o aval do traficante dono do negócio (ou alguém de sua confiança).
Com a pressão feita pelas polícias nas ruas onde viciados fumam crack em São Paulo, surge com mais intensidade a figura da ‘cracolândia privê’.
São casas e apartamentos em bairros nobres, que oferecem discrição e segurança para os usuários do mal que está matando [principalmente] os jovens brasileiros.
O cantinho do crack oferece ainda a seus clientes um quartinho, chamado de ‘mocó’, para que eles possam morar de aluguel, se assim preferirem. Os inquilinos pagam R$ 300,00 (somente pelo aluguel!) para fazerem a cabeça – e a sua própria desgraça – sem precisar se arriscar nas ruas.
O combate repressivo às drogas, às vezes, parece uma ilusão. Enquanto houver consumidor, sempre haverá o tráfico. E as mortes decorrentes dele.
A reportagem completa está no jornal da Folha de São Paulo deste domingo, disponível apenas para assinantes.