A Associação dos Militares Estaduais da Paraíba (AMEP) vem através deste se manifestar acerca de algumas versões que estão sendo disseminadas a respeito da morte de um homem “transtornado” que invadiu a casa de um policial militar em Campina Grande, no início da tarde deste domingo (5), durante uma ocorrência policial. Sobre o assunto, observemos:
1 – O rapaz de nome Tiago Moreira, completamente transtornado, invadiu a casa de um policial militar exigindo drogas, com sangue escorrendo pelo nariz e dizendo que “pessoas queriam matá-lo”. Toda essa cena aconteceu no momento em que a esposa do PM estava com o filho do casal de apenas 1 ano e 7 meses no braços, e ela chegou a desmaiar diante do episódio.
2 – Enquanto isso, o policial militar entrava em luta corporal com o homem transtornado (que já estava dentro da residência do policial) para impedir que ele pudesse cometer algum ato violento contra seu filho e esposa, já que Tiago encontrava-se completamente descontrolado.
3 – Há de se registrar que, mesmo ARMADO com sua pistola, em momento algum o policial efetuou um disparo sequer contra o homem, o que, se tivesse feito, configuraria legítima defesa dele e de terceiros (esposa e filho). Agindo com o máximo de prudência, o policial preferiu medir forças com Tiago – que inclusive tem um porte físico mais vantajoso que o do policial –, até que uma viatura da Polícia Militar chegasse ao local.
4 – Antes da chegada da viatura, o policial, outro militar que passava pela rua (E TAMBÉM ESTAVA ARMADO!) e mais duas pessoas da área (que não são policiais) tentavam imobilizar Tiago, mas sem sucesso. Diante da força do acusado, provavelmente provocada pelo efeito de drogas, conforme declarou à imprensa a própria esposa de Tiago, os policiais e os vizinhos conseguiram algemar apenas um braço do acusado. Nesse instante, o policial em questão sofreu um corte na cabeça decorrente do ataque do homem possivelmente drogado.
5 – Foi aí que chegaram viaturas com policiais de serviço, que, após muito esforço, conseguiram imobilizar e algemar Tiago. O acusado de invadir a casa do policial foi levado pelos próprios PMs até o hospital mais próximo do local da ocorrência, mas veio a óbito por motivos que somente um laudo médico será capaz de apontar.
6 – Durante toda a confusão, o próprio policial que teve a casa invadida pediu a vizinhos que chamassem a esposa de Tiago, para que ela ajudasse a conter seu marido. Mas [pasme!], a senhora Alessandra Katiuska não quis comparecer ao local da ocorrência, mandando apenas um bilhete se recusando a ajudar no caso. O referido bilhete será entregue às autoridades competentes, para a devida perícia.
7 – Diante do exposto, fica CLARO que nenhum policial envolvido na ocorrência teve a intenção de lesionar fatalmente o acusado, pois TODOS ELES ESTAVAM ARMADOS e, como dissemos no início, o policial vítima poderia, amparado em lei, ter efetuado um disparo de arma de fogo enquanto visualizava sua esposa e filho de um lado, e um homem possuído pelo efeito de drogas de outro.
8 – A AMEP lamenta que a ocorrência em tela tenha resultado na morte de uma pessoa, ao tempo em que espera ver o caso ser apurado com isenção, sem pré-julgamentos contra quem estava ARMADO, na sua residência, amparado pela Lei e não efetuou um disparo sequer em toda essa confusão.
Associação dos Militares Estaduais da Paraíba (AMEP)
Segunda-feira, 06 de Agosto de 2012