O telefone da Polícia Militar em Alagoa Nova toca. É um cidadão indignado com o roubo de galinhas de seu terreiro, o que já se tornara um prejuízo corriqueiro em sua casa. Para quem vive nos grandes centros urbanos, a reclamação parece ser algo irrelevante. Para o cidadão da zona rural que vive de criar aves, é indignação mesmo.
Assim, a guarnição composta pelo sargento Adriano, cabo Djael e o soldado Sávio não pensou nas discrepâncias geográficas. Um cidadão pedia ajuda e deveria ser socorrido.
O trabalho começou por volta das 22h da segunda-feira. Os policiais coletaram informações, embrenharam-se no mato, estacionaram a viatura a uma certa distância (para não serem percebidos) e chegaram à casa denunciada pelos informes.
De fora, os PMs ouviam um barulho de som ligado. Aproximaram-se, bateram à porta e anunciaram “é a polícia!” Os acusados ensaiaram uma demora, mas acabaram abrindo a porta e autorizando a entrada dos PMs.
Lá dentro, penas de galinha pela casa e panela ao fogo. Na sala, música e garrafas de cachaça, além de facas, facões e foices. “Nas mãos de trabalhadores, são ferramentas. Em posse de assaltantes, são armas”, disse um policial.
O grupo foi levado para a delegacia e reconhecido pela vítima. As informações são de que a galerinha vive atormentando a vida de trabalhadores da zona rural de Alagoa Nova.
Os policiais militares concluíram a missão por volta das 6h da terça-feira.