“Com o cidadão como escudo, a polícia não pode atirar.” Eis o raciocínio enraizado na mente de uma das maiores quadrilhas de assalto a banco do Nordeste (quiçá do Brasil). Uma estratégia cruel, violenta e que causa sequelas psicológicas para o resto da vida de cada cidadão refém. Um modus operandi que só pode ser desmantelado por força de um minucioso trabalho de inteligência.
Isso porque uma reação policial imediata poderia resultar numa tragédia, seja para os policiais ou para as pessoas reféns. Quem atiraria em direção aos assaltantes nessas circunstancias?
Por outro lado, os criminosos estariam livres para disparar contra os policiais. Bandido não se importa se uma, duas, cinco ou dez famílias choram as consequências das chamadas “balas perdidas”.
Assim, prender grupos especializados nessas modalidades de crime não é tarefa fácil. Requer tempo, dedicação, obstinação, compromisso, inteligência.
Foi esse conjunto de virtudes que fez os policiais civis da Delegacia de Roubos e Furto (DRF) de Campina Grande chegarem ao grande líder do grupo, Dilian Muniz de Queiroz (o “Monstro”). Após quatro meses de investigação, o ‘cabeça’ da gangue caiu aos pés da DRF em pleno território Pernambucano. Sem refém como escudo. Sem o terror com vantagem. Imperou o modus operandi da Polícia Civil.
Perguntemos aos governos de cada estado-vítima dessa quadrilha: quanto vale este trabalho?