Se fosse a necessidade de um transplante, daríamos um jeito. São vários os casos bem sucedidos no mundo. Se faltasse dinheiro, daríamos um jeito. Não somos servidores públicos de supersalários, mas o esforço de cada um reverteria o caso. Infelizmente, não teve jeito.
Na manhã desta quarta-feira (11), os agentes penitenciários de Campina Grande receberam a triste notícia de que o colega Melquesedec não resistiu à luta contra o câncer que o tirou de nós.
O pior de tudo é que a doença sequer deu chances para o agente ‘lutar’. Não faz nem 30 dias que Melc – como era chamado – se queixou de dores na perna, quando estava de plantão na Penitenciária Padrão de Campina Grande.
Pediu para ser liberado e foi ao hospital. Atendido e medicado, voltou para sua casa. A dor não passou e se expandiu às costas. Voltou ao médico, se submeteu a vários exames e recebeu o triste diagnostico: “câncer nos ossos”. Em menos de trinta dias...
Na maioria das vezes, acreditamos que a grande vitória se dá quando conseguimos superar os problemas em ‘vida carnal’ e, naturalmente, comemoramos o feito. Mas apesar da dor que inevitavelmente nos domina, é anestesicamente confortável visualizar a vitória de Melc nos próximos passos que ele dá neste exato momento.
Se o que queríamos era um milagre, companheiro Melc [...].
Temos a absoluta certeza que ele aconteceu.
Ele aconteceu...
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