Policiais Militares do 10º BPM, lotados na CIA de Juazeirinho, apreenderam no último domingo, 17, na cidade de Tenório, uma moto CG 125 Titan, ano 1995, cor azul, placa KIB 0693, da cidade de Condado, interior de Pernambuco.
De acordo com informações dos policiais, um jovem conduzia a moto pelas ruas da cidade de Tenório, quando foi abordado em uma Blitz comandada pelo Cabo Sobrinho. Os PMs ao verificarem os dados da moto no sistema Infoseg, descobriram que a motocicleta havia sido roubada na cidade de João Pessoa, em 2008.
Com isso, o condutor da moto foi levado à Delegacia, prestou esclarecimentos e responderá na justiça por receptação, juntamente com outras três pessoas que compraram e venderam a mesma moto. Agora, a Polícia Civil investiga os possíveis autores do roubo e a moto apreendida será, enfim, entregue ao verdadeiro dono, após 4 anos do ocorrido.
Motos, assaltos e o interior
É muito comum no interior, principalmente nos municípios mais afastados das grandes cidades, como é o Caso de Tenório, que está a 195 km de João Pessoa e tem uma população de aproximadamente 3 mil pessoas, o uso da moto como principal meio de transporte. O veículo de duas rodas vem substituindo, ao longo dos anos, o transporte animal.
O grande problema é que, culturalmente, nessas cidades, estes veículos não “sofrem” nenhum ou muito pouco tipo de fiscalização, além do mais, compradores e vendedores não aparentam preocupação com a legalidade. Basta ver a falta do uso de capacete, cinto de segurança em carros, habilitação e excesso de passageiros. O ideal seria uma fiscalização mais rígida nestas localidades, mas para isso, efetivo policial se faz necessário.
Ainda sobre o caso dessa moto, o condutor foi preso com documentos originais, o que leva a polícia a crer, que não houve dolo. Até porque, como diria Ana Maria Braga: “um morador do meio do nada”, não tem acesso ao Infoseg, que possa lhe ajudar na hora de fazer suas compras.
Bom seria que as fiscalizações nessas cidades fossem intensificadas. Não precisa ser especializa em segurança pública para entender, que só existe roubo ou furto, porque há quem o compre. É a regra básica de qualquer comércio (que neste caso é ilegal): só há demanda, porque existe procura.
Ao final de tudo, bom mesmo vai ser o sorriso do proprietário da moto quando reavir o seu bem outrora roubado. Dá até pra imaginar que ele não acreditava mais. Mas, antes tarde do que nunca!