A violência e a criminalidade é um grande desafio para a sociedade contemporânea, sobretudo o descaso tem colocado dramaticamente em questão a necessidade de mudanças estruturais administrativas na gestão introduzindo inovações, buscando soluções e medidas eficientes para os problemas de Segurança Pública; os quais, por vezes não estão vinculadas ao emprego da força policial ostensiva, mas permeiam o emaranhado político social e econômico do nosso país.
O ideal para os gestores de Segurança Pública é analisar os problemas e arquitetar soluções ao invés de simplesmente se desvencilhar deles, cabendo aos executivos de polícia entender que o seu papel é planejar estrategicamente as decisões administrativas visando auxiliar na resolução dos problemas de interesses coletivos e não simplesmente assumir uma postura de governo personificado de estratégias políticas sem o devido vínculo administrativo, técnico, operacional da organização Policial Militar.
A atividade policial de Segurança Pública consubstancia-se na prestação de serviço; nesse sentido os policiais são pessoas públicas que são remunerados para dar atenção integral ao cidadão no interesse do bem estar da comunidade. A participação enquanto busca do ideal democrático é um instrumento fundamental para a construção da regulação do poder invisível necessário para uma organização estabelecer novas regras que possibilitem maior comprometimento do público interno (PMs) nas decisões políticas administrativas.
A implantação de Lista Tríplice para Comandante Geral é um projeto simples, não retirar a autonomia do Governador do Estado, dá discricionariedade ao ato de nomeação, tornando a escolha livre e democrática oportunidade em que serão escolhidos três Coronéis da Polícia Militar da Paraíba, cujos nomes serão submetidos à elevada apreciação do Governador do Estado para, então, ser nomeado o Comandante Geral. Tal atitude sanaria o problema da ausência de uma participação democrática, possibilitando à própria Classe discutir e fazer uma revisão crítica de sua atuação, de modo a solucionar o angustiante problema da Segurança Pública em nosso Estado visando colocar na função de comando administradores com maior representação no público interno e consequente transparência, autonomia e isenção perante a sociedade.
A visão contemporânea de serviço público exige da administração um agir voltado para obtenção dois fins, pois, o contrário compromete a inteireza do propósito e o perfil ontológico.
O cidadão guarda e expectativa que o Estado conduza eficazmente a coisa pública, pois quando a máquina estatal opera de forma ineficiente, seja por culpa ou por dolo de seus gestores a coletividade sofre danos irreparáveis.
Somos sabedores da legalidade do ato e do poder do governador de nomear em comissão o dirigente maior da instituição policial, mais desconhecemos qualquer forma de participação institucional no auxilio ou colaboração desta escolha que tem efeitos diretos sobre a instituição, entendemos que a responsabilidade da condução de tão complexa e importante instituição deve ser compartilhada e participativa mesmo que de forma indireta.
A não adoção de um modelo participativo pode gerar um descumprimento integral do comando institucional que vem sendo postergado no tempo, tornando-se um comando personificado, impedindo que a própria classe revise e discuta criticamente sua atuação.
Com advento da Constituição Federal de 1988, reflexo do processo de democratização pelo qual atravessou o nosso país, processo este, também desencadeado na maioria dos países da América Latina, após, a queda dos regimes ditatoriais que perduravam por décadas no poder, houve no Brasil e nestes demais países, a promulgação das Cartas Constitucionais que representassem o novo sentimento político, voltado para um Estado Democrático de Direito, assentados na existência de princípios, normas e Instituições, capazes de garantir o exercício das ações democráticas com a finalidade precípua de preservar a ordem pública interna e a harmonia social.
Segundo o Tenente coronel, Joilson Fernandes de Gouveia, da Polícia Militar de Alagoas, em seu artigo “Estado desorganizado versus ordem e segurança pública”, O Estado desorganizado reflete a inexistência de estratégias e/ou políticas de segurança pública, stricto sensu, e, lato sensu, de defesa nacional. Aliás, em seu entender, o mister Segurança Pública, é aspecto in genere da Ordem Pública, em sentido amplo, não deveria ser vista, analisada e tratada no campo político dos governos, posto que, para Honoré Balzac, "os governos passam, as sociedades morrem e a polícia é eterna", haja vista que esta sempre existiu, existe e sempre existirá, para a proteção e segurança daquelas (sociedade e governos). Segurança Pública deve ter um caráter permanente, contrariando a condição dos governos, uma vez que assumem cargos temporários.
A Gestão participativa vem ganhando cada vez mais importância em empresas e organizações preocupadas com o aperfeiçoamento de suas estratégias de gestão. Nesse cenário, personagens como o patrão autoritário e o funcionário submisso saem de cena para dar lugar a uma nova forma de relação - mais democrática e produtiva. O princípio é o mesmo do regime democrático: a autoridade é imprescindível, mas tem que ser exercida sem autoritarismo. Não existe democracia sem autoridade como não é possível existir gestão sem hierarquia, ainda que a mais "leve" possível. Outrossim, administração participativa é uma filosofia ou doutrina que valoriza a participação das pessoas no processo de tomar decisões sobre diversos aspectos da administração das organizações.
Nesse sentido Montesquieu referencia “todo homem que tem poder é sempre tentado a abusar dele; e assim irá seguindo até que encontre limites” .
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| Comentários ( Exibindo 3 de 3 ) |
| [25/05/2012 10:59] |
| Sd Rafael João Pessoa disse: |
Essa tempestade que hoje afeta as organizações das Polícias Militares, em que oficiais têm reconhecido a necessidade de encarnar o espírito revolucionário, constitui uma atmosfera de caos, para gerar um ambiente favorável à mudanças. O que se espera, enfim, não é \\\"destruir\\\" o militarismo, e sim despertar o ânimo de coragem e luta por uma ideologia a ser implantada nos corações da tropa, a qual, há muito tempo, vem sendo gravemente maculada pelas armas dos adversários: calúnias, difamações, injúrias, demagogias.
Refiro-me a esses descarados mentirosos que manipulam nossos \\\"coronéis\\\" para \\\"marcharem para trás\\\" atacando os preciosos componentes, na medida em que se tratam subordinados como súditos, com exigência da servícia, portanto, implantando o \\\"espírito de porco\\\" em muitos dos nossos, que, já sem esperança em um futuro de prosperidade, por fraqueza e covardia, acabaram se entregando à asquerosa corrupção, a exemplo de próprios superiores hierárquicos (que são contemplados com promoções pela sua inércia e timidez).
Ao invés disso, os nossos camaradas deveriam estar sendo valorizados como sendo extensões de um corporativismo patriarcal, em que os oficiais os tratassem com bondade, justiça, imparcialidade, tal como se fossem membros de uma forte família.
Embora possam atribuir a nós, praças, o tônus dessas campanhas pela desmilitarização, cada vez mais contundentes em todo o país, a verdade é que, este homem que subscreve, atuando como revolucionário há dez anos, lutando pela causa (em que pese 4 prisões, internações em manicômio etc,) nunca pretendeu o fim do militarismo.
Defendo, sim, que essas administrações corrompidas pelos \\\"sociais democratas\\\" e \\\"comunistas\\\" mentirosos, venham a ser suplantada por organizações com \\\"vida própria\\\", constituídas por estes honrados oficias, que lutam para lograr as respectivas lideranças através da conquista dos corações das praças.
Não poderia ser de outra forma, pois nos grandes exércitos vitoriosos, a submissão à autoridade dos líderes, surge da adesão massiva a uma ideologia, ferrenhamente defendida pelos oficiais, que encerram uma devoção religiosa pela causa. O êxito do exército consiste na energia despreendida pelos seus oficiais na luta pela vitória.
O grito uníssono pela desmilitarização representa a falência de coragem dos oficiais. Esperamos que estes homens sejam fortes e assumam a liderança. Definitivamente, ser oficial, principalmente das Polícias Militares latinas, é uma cargo incompatível com pessoas tímidas e medrosos,
O soldado Rafael, em nome das praças: Queremos o Verdadeiro Militarismo, com homens de Força e Coragem. Queremos uma Revolução! |
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| [17/02/2012 00:23] |
| motoqueiro indignado disse: |
| depois de muito sacrificio e trabalho duro,consegui compra um transporte para poder ir ao trabalho com mais praticidade,consegui comprar uma cinquentinha seu capitão;Fui abordado por um policial da cptran e fui humilhado, enganado e ameaçado de ficar sem a moto,nervoso por nunca ter passado por tal constrangimento ,acabei sem dar por conta que estava sendo estorquido,tive que dar 50 reais para poder seguir meu caminho ,então capitão se estava errado como ele falou que eu estava, por que então ao invés de ter levado a moto o cabo era um cabo! ficou me pedindo dinheiro acuado e sem saber o que fazer acabei cedendo e agora pergunto quem fiscaliza à cptran. |
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| [06/07/2011 11:44] |
| joão batista disse: |
| capitão como o senhor fala de democracia na policia se eu fui afastado do serviço de r/p só porque falei a verdade pra mim não existe democracia na policia e sim ditadura |
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